• Thaís M. Stenico

HOJE O PLANETA CHORA


Nos últimos dias, a internet têm falado, questionado e protestado sobre os incêndios ocorridos no país, fato que vêm causando ainda mais destruição em nossas florestas, mas nem só por isso o planeta chora... as guerras mundiais, a fome que assola 17% da população mundial, matando mais de 08 milhões de crianças por ano, o desmatamento, a extinção e o armamento cada vez mais hostil. Há tantos motivos para chorar.

As florestas vêm sendo destruídas há séculos, desde as grandes navegações - quando a extração nas colônias era perversa e sem limites - e piorou com a revolução industrial, quando as matas e as águas foram sacrificadas para que as fábricas entrassem em seu lugar. Quem dera o problema fosse exclusividade brasileira, ou culpa daquele ou de outro partido, seria tão fácil solucionar a devastação, encontrar a cura dos nossos problemas.

Somos todos responsáveis por cada lágrima da mãe Natureza, procurar os mais culpados não exime, nem derruba as barreiras que nos impedem de seguir em frente, apenas escancara nosso egoísmo, nosso orgulho e o ódio que sentimos daqueles que não compartilham nossos valores e ideais.

É fato que pouco - ou nada - fazemos para mudar essa realidade, para ajudar o meio ambiente e os povos que vivem nas matas e delas sobrevivem, especialmente os nativos indígenas, dos quais raramente procuramos conhecer a cultura e o modo de vida, quanto mais ajudá-los na luta pela terra que é seu direito.

Tudo o que vemos são dedos nas caras uns dos outros, numa intenção de diminuir seu pecado em vista do crime alheio. Será que já não é passado o momento sermos conscientes, assumindo nosso papel e - mais que gritar e destilar ódio pelas redes sociais - mudar nossa prática de vida, gastar energia naquilo que realmente nos cabe fazer? Cuidar no nosso lixo e consumir com responsabilidade, respeitar as culturas e ideias (desde que estas não atinjam nossos direitos e liberdade), responder a raiva e a violência com amor e compreensão, curar a mentira com a verdade, estudar e compartilhar conhecimento (sem fake news!).

Enfim, nada disso é fácil e mexer em uma estrutura tão sólida é sempre muito perigoso, mas é preciso nadar contra a corrente, ser corajoso e forte pelo mundo que queremos construir. São dos pequenos gestos que nascem as grandes mudanças!



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